Brasil e Bélgica:

um potencial enorme a ser explorado!

 

 

O que pode haver em comum entre dois países tão diferentes como a Bélgica e o Brasil? O Brasil tem nada mais, nada menos que 279 vezes o tamanho da Bélgica. A sua população é quase 18 vezes a população deste país. Por outro lado a Bélgica é um pequeno país com uma grande tradição em comércio exterior.  Além de não ser um tipo de transação nova neste país, o comércio exterior representa um elevado percentual do PIB do mesmo, enquanto que o Brasil manteve suas fronteiras fechadas por muitos anos, só começando a reabrí-las nos anos 90.

 

O que então poderia haver em comum entre estes dois países? Os laços econômicos. A Bélgica é o 12° destino das exportações brasileiras, estando atrás de outros países europeus como a Holanda, a Alemanha, a França, a Itália e a Espanha. Os principais produtos exportados pelo Brasil para a Bélgica são: o suco de laranja, o minério de ferro e a pasta de madeira.

 

O saldo da balança comercial entre o Brasil e a Bélgica tem estado sempre favorável ao Brasil (USD 1.290 milhões em 2004). A pauta das exportações brasileiras sendo composta de aproximadamente 30% dos produtos básicos e 70% de produtos industrializados.

 

Além da Bélgica ser um forte aliado comercial do Brasil, ela também funciona como porta de entrada para a União Européia, dada a sua posição estratégica no continente e a sua excelente infra-estrutura.

 

No que diz respeito a importância dos investimentos belgas no Brasil, podemos citar a Sobraer, a Tractebel (agora Suez), a Belgo Mineira, a Parafix, a Katoen Natie, a Solvay, entre outros.

 

Existe, no entanto, ainda, um enorme potencial de crescimento das relações comerciais entre estes dois países. Daí a criação em 1911, da Câmara de Comércio Belgo-Luxemburguesa-Brasileira (CCBLB) na Bélgica. O objetivo desde o princípio foi o aumento do fluxo comercial e de investimentos entre estes dois países. Trata-se de uma das Câmaras bilaterais mais antigas da Europa e que foi criada num momento em que a Bélgica era, depois do Reino Unido e um pouco antes dos Estados Unidos, o segundo país mais industrializado do mundo. Os empresários desta época já viam o Brasil como um potencial parceiro industrial e para incentivar este intercâmbio, fundaram a Câmara.

 

A força da Câmara é o desenvolvimento do conhecimento do mercado brasileiro e do “networking” dos seus membros. Por esta razão ela organiza frequentemente seminários e “lunch-debates”, onde os participantes podem ampliar seus conhecimentos sobre como fazer negócios com o Brasil, assim como, expandir suas redes de contatos. Além disso, a CCBLB também publica periodicamente um boletim que permite a membros e não membros, estar sempre em dia com o que diz respeito aos aspectos político-econômicos deste país. No entanto, o ponto cume de todo este trabalho se traduz nas missões empresariais organizadas pela Câmara. Nestas ocasiões os empresários têm condições de encontrar potenciais parceiros e de realizar negócios. Esse é o nosso grande objetivo, e é por isso que hoje estamos trabalhando para o sucesso desta missão econômica liderada pelo Príncipe Philippe ao Brasil. Nosso objetivo é ver uma grande quantidade de empresas belgas e brasileiras estabelecerem relações comerciais, transferências de tecnologia, joint-ventures, ou simplesmente, um primeiro contato que renda frutos no futuro.

 

Os empresários belgas não devem esquecer que o Brasil é um dos países em desenvolvimento que mais vai crescer nos próximos anos. Este é o momento de entrar neste mercado!

 

Sheila Dantas Santos

Diretora

Bruxelas, 25 de setembro de 2005

 

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